Deputado António Filipe fala do pensamento comunista e do marxismo-leninismo na actualidade.

Autor: Jorge Carvalho/segunda-feira, 18 de maio de 2020/Categorias: Notícias, FD

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O Prof. Doutor António Filipe Gaião Rodrigues participou, no dia 15 de Maio de 2020, no lançamento do ciclo de videoconferências dedicado ao tema "As ideias políticas: passado, presente e futuro", numa iniciativa organizada pelo Prof. Doutor Manuel Fernando da Silva Monteiro, inserida no âmbito da unidade curricular de "Ideias políticas no mundo Ocidental", do 1.º ano da licenciatura em Relações Internacionais, que tem como objectivo promover a reflexão e o debate sobre a matéria leccionada nesta unidade curricular.

A sessão on-line protagonizada pelo Prof. Doutor António Filipe, Vice-Presidente da Assembleia da República e Deputado do Partido Comunista Português à Assembleia da República, submeteu-se ao tema "O pensamento comunista e o marxismo-leninismo no presente", e nela participaram, entre outros, os estudantes da Universidade Lusíada e da Universidade Lusíada - Norte (Porto), que frequentam a referida unidade curricular.

A apresentação da videoconferência, assim como do orador convidado, coube ao Prof. Doutor Manuel Monteiro, onde manifestou o objectivo desta série de eventos como sendo o de proporcionar aos seus estudantes a aprendizagem sobre as diferentes ideias políticas através dos seus próprios representantes.

HTML5 Vídeo Ilustração — Videoconferência com o Prof. Doutor António Filipe (Microsoft Teams, 2020).

O Professor António Filipe começou por falar sobre a vida de Karl Marx enquanto jovem, os seus primeiros estudos na área da filosofia, e as suas principais influências nesse campo, para posteriormente apresentar os conceitos teóricos e filosóficos por ele desenvolvidos, consumados na concepção materialista da história, feita em função das forças produtivas em confronto com o sistema económico. Estes conceitos, materializados na obra conjunta de Karl Marx e Friedrich Engels, "O Manifesto do Partido Comunista", formaram a base teórica, adoptada por Lenine, na Revolução Russa de 1917, onde este "[...] consegue a almejada tomada de poder da classe operária que Marx pretendia [...]". O Deputado sublinhou a liderança de Lenine para a criação de um "[...] partido assente na acção persistente junto da classe do operariado [...]", com um "[...] corpo formado por um conjunto de revolucionários operacionais [...]", inseridos num partido fortemente disciplinado e de orientação única.

Os diversos partidos comunistas formados posteriormente no resto do mundo, assim como outros movimentos revolucionários, continuou o Deputado a explicar, subscreveram os ensinamentos e o legado de Marx e Engels, tais como foram interpretados e estruturados por Lenine, apesar de que o termo marxismo-leninismo ter sido utilizado mais frequentemente pela União Soviética, após a sua morte.

Prosseguindo a resenha histórica dedicada ao pensamento comunista, o Professor falou, ainda, sobre as variações e cisões dentro desta doutrina, tais como o Trotskismo e o Maoismo, dedicando a parte final da sua palestra ao desmembramento da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) e a consequente redução da influência dos partidos comunistas na Europa Ocidental, com transferência de ideologia para o quadrante social-democrata.

A concluir, o Professor debruçou-se, também, sobre o exemplo nacional, apontando algumas das características singulares do Partido Comunista Português, como por exemplo, a não antagonização à Igreja Católica e a "[...] intransigência de princípios aliados a uma grande flexibilidade táctica [...]", características essas que permitiram a esta força política continuar a estar presente na sociedade portuguesa mantendo a sua base teórica marxista-leninista.

A última parte da videoconferência foi ocupada com as perguntas elaboradas pelos estudantes das Universidades Lusíada, onde o poder económico crescente da República Popular da China foi o assunto dominante. Neste contexto, o Professor procurou explicar a articulação que este país realiza entre o capitalismo e o comunismo, como modelo político, e em que formas o Estado chinês usa as ferramentas do capitalismo, sem perder a soberania sobre este.

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